segunda-feira, 7 de novembro de 2011

vaca louca


                                               Um artigo de Edward Luttwak no London Review of Books, em 8 de fevereiro de 2001, fala sobre as consequencias para a saúde bovina dos métodos modernos de engorda. A fim de preparar os novilhos para abate em 18 meses, além de feno no inverno, é preciso alimentá-los com concentrados ricos em proteínas à base de milho, aveia, sorgo, soja, melaço, uréia sintética, e até pouco, vísceras de animais, inclusive miolo, causa da doença. Tudo isso sai ao custo médio, na época, de 375 doláres por novilho, em contraste com apenas 7,5 doláres em sal e aditivos, custo na Bolívia do animal que, é verdade, leva 30 meses para engordar. O mais grave não é o custo em dinheiro, mas em saúde. Os veterinários mostram a tabela com mais de  20 enfermidades, que vão de diarréia, tuberculose ao envenenamento por adubação excessiva. A lista de tratamento é um pouco mais longa, incluindo anti-histaminico, inumeros vermífugos,fumigantes, vacinas e bateria longuissima de antibioticos. As doenças são o preço a pagar pela rapidez da engorda em confinamento e consumir proteínas o que vai contra sua natureza, correndo o risco de morrer por acidose, inchaço por gases, diarréia cronica, enfraquecendo seu sistema imunológico, expondo-os às moléstias citadas. A conclusão é estarrecedora: "Quase todo o o gado de corte na Europa e América do Norte vive permanentemente enfermo e só sobrevive em estado crônico de doença de baixa intensidade com altas doses de antibioticos.A agropecuaria européia é uma catástrofe, é uma advertência para continuarmos no nosso sistema de produção, trabalhando em favor da natureza, e não contra ela. Por isso me orgulho do Brasil e todo seu esforço para seguir sempre respeitando os princípios naturais.


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