Para os que tiveram a infância roubada por estupro, violência, e pela mídia, que altera os padrões, e não me venha falar em modernidade, pois somos seres que recebem influencias do exterior. Nossa sociedade industrial é fetichista. A atenção dos indivíduos é voltada sobretudo para objetos, para quantidade e não para o homem. Ao envolver-se e cercar-se tão avidamente de tantos objetos, é infalível que o homem fique sem capacidade de organizar seu próprio destino a não ser na direção que a tecnologia lhe indique. Dessa maneira pela propaganda que lhe impigem as mais estranhas coisas e absorvendo idéias irracionais que aprendeu a racionalizar, ele é capaz de se sentir feliz; mas uma felicidade profundamente infeliz, que transparece nas lutas de classe, nas revoltas, nas guerras de agressão, no uso de drogas, nos consultórios de psiquiatria, igrejas e no inacreditável tédio das classes mais ricas. Quem esta em harmonia com a sociedade tecnologica faz da destruição um simples jogo. Por exemplo a Rand Corporation, firma especializada em estudos estratégicos para o governo americano (Califórnia), estuda com detalhes a ação e as consequencias de uma III Guerra Mundial. Seus especialistas são técnicos, para quem o mundo se resume em estátisticas de vivos e mortos. Chegaram a projetar uma superbomba que, posta no subsolo americano, poderia partir o mundo em dois, sem qualquer remorso para seus autores. Esta felicidade estúpida e alienada se deve ao afastamento do Amor cáritas. E assim, muito mais próximo do material, mantendo a pobreza e a miséria para fazer com que sintamos confortáveis em nosso eterno egoísmo. Em tais circunstancias, nossos meios de informação de massa encontram pouca dificuldade em fazer aceitar interesses particulares como sendo de todos os homens. Imaginem a solidão cósmica. Para onde marcha o universo?Tem alguma finalidade? é certo que sim, mas o sofrimento de alguns homens não conta, só o princípio do prazer. E não me diga que isto não acontece, só porque não acontece com você. Feliz Natal...
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